fundocentro
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13/11/2005 18:08



Me vendo pelos olhos de outras pessoas.

Há dias que venho me observando, reparando em coisas que antes nunca tinha notado ou pensado e confesso que nem tudo que tenho visto me agrada.

São coisas simples como a forma de resposta a um comentário, ou a atitude que tomo em determinadas situações, coisas tão rotineiras que exatamente por fazer parte de uma rotina nunca me chamaram a atenção.

Esse exercício só se tornou possível graças a um mapa numerologico que ganhei de presente da Paula. Foi impressionante ver como aqueles números contavam de forma bem precisa grande parte da minha vida indo desde características como o senso de justiça que em mim é muito apurado até o fato de me portar sempre como o amigo mais fiel, aquele que acaba por guardar todos os segredos e que muitas vezes se coloca em segundo plano por se importar de mais com quem me é caro.

Foi estranho ver ali em forma de números todas minha qualidades e defeitos, manias e desejos... Divididos por anos ou como ela mesmo chamou fases da vida, fui identificando momentos específicos em que horas fui o mocinho, mas em outras me vesti de vilão.

O que mais mexeu comigo nesse mapa foi um numero em especial, o numero 1 exatamente na casa da motivação que segundo ela me trará muitas realizações, mas como todo numero tem também seu lado negativo e foi exatamente o medo desse lado negativo presente nesse numero que me fez entrar de cabeça nesse processo de auto análise em busca de mudanças que também segundo a Paula faz parte desse momento de vida que venho passado.

Um resumo rápido desse numero 1 me diz que sou um cara criativo, com uma cabeça privilegiada sempre movido pela coragem e pioneirismo, sem medo de se arriscar de enfrentar novos desafios. Que tudo que fizer na vida dependerá única e exclusivamente de mim e que trago uma forte tendência à liderança. O negativo é me tornar uma pessoa sozinha, com dificuldades não só nos relacionamentos, mas também em entender o que os outros tem a dizer, me achando acima do bem e do mal, arrogante, intransigente e cego pela teimosia.

Não foi fácil descobrir que posso me tornar essa pessoa, que trago essa tendência dentro de mim e que se não trabalhar da forma correta posso perder tudo aquilo que mais preciso, o amor e respeito de minha família, amigos...

Esse mapa numerologico não chegou ao ponto de me derrubar, mas confesso que mexeu sim com minha cabeça, ainda mais nesse momento da minha vida, onde divido os deveres e a responsabilidade de ser dono de uma agencia de publicidade um sócio. Acredito que foi esse grande sonho de ser dono da minha própria agencia que me fez querer mudar e afastar de vez os pontos negativos da minha personalidade. A fé e a certeza de que temos tudo para atingir nossos objetivos fez com que eu desse inicio a um processo de reflexão e superação que não tem sido fácil, mas que venho praticando a cada dia.

Aproveitei a força do numero 5 que se faz presente nessa fase da minha vida e que indica grandes mudanças e arregacei as mangas e comecei a me livrar de tudo aquilo que acho desnecessário para o resto da minha vida.

Se como a Paula afirma eu me daria muito melhor sendo único dono da Tribal Design porque meu numero 1 traz grande tendência a liderança e uma dificuldade de aceitação, eu procuro combater a característica desse numero com a força do 5 que indica mudanças e superação, pois segundo a própria Paula cada numero tem dois lados, negativos e positivos e quem escolhe com qual deles vai trabalhar somos nós, e eu já fiz minha escolha.

Essa fase de superar velhos hábitos, de mudança interna está só no começo, mas sinto uma melhora e não só sinto como vejo essa melhora porque meu próprio sócio que antes se queixava de uma característica minha de sempre me comparar nas conversas, me disse que já não venho fazendo isso com tanta freqüência. Sei que não vou deitar hoje e levantar amanha com uma nova personalidade e por isso peço a todos um pouco de paciência.

Grandes mudanças, reformas interiores nunca são fáceis e levam um certo tempo, mas sei que posso e sou capaz de me tornar esse novo Renato, dotado de todas as ferramentas básicas para seguir adiante com meus sonhos e objetivos, cercado sempre de amigos e familiares tão queridos que uns conscientes e outros inconscientemente estão me ajudando e muito nesse processo de amadurecimento.

E é pra vocês que mais uma vez deixo meu beijo.

Rê.

enviada por Ramsés



18/10/2005 23:31



Fenômenos

Às vezes tento lembrar quando foi a primeira vez que tive contato com aquilo que chamamos de sobrenatural. Não um contato voluntário, com dia e hora marcada pq esse acredito nunca ter tido, mas sim aqueles que acontecem sem explicação, fatos e eventos que pulam diante de sua vida e te fazem parar pra pensar se seria o acaso, destino ou algo digamos sobrenatural sem explicação.

Desde muito cedo lido com isso e seria impossível mencionar todos eventos que presenciei. Fenômenos como intuição, premunição, audição, visão consciente e inconsciente. Uns não tem tanta importância, acontecem de forma natural, bem não sei se posso chamá-los de naturais, mas pra mim esses de menor importância acabam ganhando esse titulo enquanto aqueles mais marcantes e me fazem refletir e passam horas, dias a povoar meus pensamentos.

Teve tempos em que tentei ter controle sobre isso, procurei bloquear com medo do que pudesse se manifestar ou ser revelado. Busquei ajuda, li a respeito, tentei ignorar, fingir não ser comigo, mas de nada adiantou, os fenômenos sempre deram um jeito e acabaram por se manifestar.

Quando penso qual deles seria o mais presente em minha vida logo chego a conclusão que é a intuição. É algo que não tem explicação, mas quando se manifesta tenho certeza de que algo logo vai acontecer. Não sei qual o motivo, mas sempre que isso acontece é pra me preparar para algo de errado ou ruim que esta por vir. Pode ser um tipo de proteção, afinidade com mentores espirituais, anjos da guarda, bom não sei ao certo, mas devo e muito a essa intuição que já me livrou de situações bem difíceis.

As ultimas manifestações que presenciei foram uma através de sonho e outra uma visão real de uma entidade desencarnada dentro de uma lan house em São José dos Campos. Nesse dia fomos ate essa Lan passar uns orçamentos pq o computador da casa do Luiz estava com problema de acesso à net.

Assim que entramos na sala senti algo de ruim lá dentro e não demorou muito para que aquela sensação tomasse forma. Na parede a direta do terminal onde estamos vi a presença de um homem mal vestido que gesticulava bastante como que se quisesse dizer algo. Não pude ver com clareza pq era meio turvo e com isso não consegui ver a expressão de seu rosto, mas pude sentir que estava incomodado com nossa presença. A visão durou poucos segundos, mas a sensação ficou ali até irmos embora. O mais interessante foi que mais tarde já na casa do Luiz ele comentou que tinha sentido algo estranho ali e que não tava muito bem. Contei a ele o que vi e senti e depois disso resolvemos não mais entrar nesse assunto.

A outra manifestação aconteceu aqui mesmo em São Paulo. Enquanto dormia tive um sonho muito estranho com meu ex-chefe, onde ele passava por nosso carro lá em São Jose dos Campos. Como na época desse sonho ele ainda não sabia que tínhamos aberto nossa agencia e o desejo dele continuar sem saber era tão grande que acabou se manifestando no sonho pq quando o vi atravessando a rua e vindo em nossa direção me escondi agachando no banco do carro e ele sem prestar atenção passou por nós e entrou no posto de gasolina mais a frente.
Acordei com um mau humor que dava até medo de ver, mesmo depois de ter saído da agencia ainda continuava tendo pesadelos com meu chefe. Fiquei tão puto com aquilo que a primeira coisa que fiz foi contar aos meus pais já no café da manhã.

Nesse mesmo dia tinha uma reunião com um possível cliente lá em São Miguel Paulista. Mesmo depois de algumas horas o sonho continuava a martelar em minha cabeça e isso me incomodava tanto que na primeira oportunidade contei com detalhes o meu pesadelo para o Luiz.

Logo depois da reunião paramos em uma loja de conveniência para tomarmos um café, nisso o celular do Luiz toca e ele começa a falar sem parar. Me aproximei para ver quanto tinha dado nossa conta bem na hora em que ele fala o nome do nosso ex-chefe. Nessa hora minha cabeça deu um salto e voltei direto para meu sonho. Tudo parecia se encaixar e só fiquei esperando para ver qual seria a noticia desagradável que o Luiz me daria assim que desliga-se o celular. Pra piorar ouvi ele falando de ir pra São José e passei a imaginar que o Luiz pudesse largar a Tribal e voltar a trabalhar com meu chefe lá em São José já que sua família é de lá.

Quando o papo terminou ele disse que nosso ex-chefe tinha realmente convidado ele pra ir trabalhar em São José, que estava seriamente pensando em mudar a agencia para lá e que logo pensou no Luiz para ir junto. Pronto tudo fazia sentido, o pesadelo, o meu mau humor, estava correndo o risco de perder meu sócio e justo para nosso querido ex-chefe.

Bom tudo foi resolvido naquele dia pq mais tarde o Luiz ligou para ele e disse que não tinha interesse pq tinha aberto uma agencia de publicidade comigo e o que poderíamos fazer era prestar serviço sem vínculos, mas lógico que dessa forma sem poder explorar ninguém ele não quis.

Bom relatei esses dois fatos pq foram os mais recentes que aconteceram comigo e servem também para ilustrar um pouco desses fenômenos que disse já serem até naturais devido o grande numero de manifestações.

Fico por aqui antes que alguém resolva se comunicar, rs.

Beijos.

Rê.

enviada por Ramsés



08/10/2005 16:14



Recorrências.

Será esse um fenômeno que acontece só comigo ou todas as pessoas estão destinadas a voltarem sempre aos mesmos lugares, a se aproximarem sempre de pessoas e situações que lhe tragam uma experiência bem familiar. Como se livrar de algo que quando você menos espera está ali na sua cara e te faz involuntariamente voltar ao passado e reviver fatos que já estavam esquecidos.

Esse turbilhão voltou a povoar meus pensamentos essa semana. Fui com meu sócio para o litoral norte de São Paulo fazer um levantamento do tipo de comercio, das empresas locais e ver se era possível iniciar um trabalho de qualidade naquela região tão bela e esquecida de nós paulistanos.

Chegamos na segunda-feira e a primeira coisa que fizemos foi sair a busca de um local para nos hospedarmos. Saímos a procura de um local agradável, higiênico seguro e com um preço bem acessível. As opções foram se esgotando e de repente me vi de frente a um lugar bem conhecido, portador de grandes e fortes lembranças que às vezes penso serem as ultimas boas lembranças de 2 pessoas que um dia se amaram.

Sim, fui me hospedar no mesmo local que dividi com a Paula anos atrás. Não exatamente no mesmo local, mas no chalé ao lado. Entramos somente para deixar nossas coisas e já saímos para fazer o levantamento da cidade. A principio rever tudo aquilo não me trousse nenhuma lembrança mais profunda. Não sei se foi um bloqueio ou se não tive realmente tempo de relembrar os detalhes ali vividos.

O dia foi muito corrido, mas nem um pouco produtivo. Não conseguimos avançar muito com nossas pesquisas, as pessoas se mostravam ariscas as nossas perguntas e a melhor coisa a fazer foi parar e reavaliar nossa abordagem. Resolvemos ir direto a quem mais poderia nos ajudar e informar sobre o local. Marcamos uma reunião para o dia seguinte com ninguém menos do que o Secretario de Turismo de Caragua e no final de tarde voltamos para o chalé para comemorar essa conquista com muita cerveja, piscina e partidas de xadrez. (Levei o tabuleiro de xadrez pq sabia que não teríamos muito o que fazer durante a noite).

Nosso segundo dia já foi um pouco melhor, tivemos uma boa conversa com o Secretário de Turismo que nos deu algumas dicas de quem deveríamos procurar naquela cidade. Alem dele visitamos uma agencia de publicidade local que também nos recebeu de portas abertas e nos deu muitas informações importantes sobre a região que não é a mais fácil de ser trabalhada. A mentalidade do empresário local ainda é a mais tacanha possível e até a mídia local é bem despreparada. Pra se ter idéia uma inserção de radio custa em média R$ 5,00.

No final da tarde pegamos uma praia e voltamos para o chalé, mas ao contrario da noite anterior que bebemos um pouco e o álcool dificultou a formação de maus pensamentos nessa noite o cansaço derrubou o Luiz logo após a pizza e nem mesmo a piscina e o xadrez que levei parta nos distrair conseguiu retirar meu sócio dos braço Morfeu. Sem outra opção fui obrigado a deitar cedo, mas sem sono fui logo tomado por lembranças e pensamentos desagradáveis que me arrastaram em minutos para um buraco úmido e escuro que eu não lembrava existir.

Os pensamentos ruins foram pipocando e me vi analisando minha postura em determinadas situações como por exemplo o que aconteceu com o termino de algumas amizades, namoros e com essa minha mania de me aproximar de pessoas que não medem as palavras na hora de expressar sua raiva. Sabe aquele tipo de pessoa que parece escolher a dedo as palavras pra te atingir.

Para afastar esse tipo de pensamento resolvi sair do chalé e me coloquei a vagar pelas ruas de Tabatinga. Só após uns 30 minutos de caminhada que me dei conta que já era madrugada e me encontrava sozinho no meio de um lugar deserto e pedindo para ser assaltado. Voltei para o chalé com os pensamentos já no lugar e assim consegui pegar no sono.

Continuamos com nossa missão e na quarta-feira passamos o dia em Ilha Bela. Lá sim conseguimos tudo o que esperávamos. Fizemos ótimos contatos e saímos de lá com projetos e com a certeza de em breve voltar.

Na sexta-feira já em São Paulo tivemos um dia bem corrido e após uma reunião com um cliente partimos em direção a feira de cooperativas na qual participava outro cliente. No meio do caminho o Luiz resolveu que deveríamos passar na agencia onde trabalhamos pq tinha um dinheiro pra receber de um freela que tinha feito para nosso ex-chefe.

Pois é, mais uma vez me vi enfiado em um lugar que desejava não mais voltar, revendo pessoas que pensava fazerem parte somente do meu passado. Ficamos lá poucos minutos em meio a uma conversa bem tensa cheia de farpas desferidas pelo nosso ex-chefe.

De lá fomos até a feira visitar e fotografar as peças que criamos para o stand de nosso cliente. Fomos muito bem recebidos por todos e aproveitamos para fazer ótimos contatos.

Tudo ia muito bem até que do nada, após um pedido meu para que o Luiz aborda-se uma mulher para falar de seu material impresso, ele resolve estourar e desferir um seqüência de criticas e acusações sobre minha forma de agir e de me apresentar perante a nossos contatos.

Depois daquilo já não consegui ficar na boa na feira. A soma do cansaço de uma semana de correria fazendo contatos para a agencia, mais as lembranças revividas não só em Caragua, mas também as da agencia misturadas com as alfinetadas dadas por nosso ex-chefe e culminando com as grosserias do Luiz só fizeram com que eu desejasse sair o mais breve possível daquele lugar.

Ainda estou meio disperso, mas já desisti de tentar analisar o pq de estar sempre voltando a lugares conhecidos, o pq de estar revendo pessoas que deveriam não mais ser vistas e principalmente o pq de estar sempre ao lado de pessoas que quando menos espero desferem de uma só vez todo um arsenal de insultos.

Se estou chateado?
É bem provável, mas uma coisa eu sei. Não vou mudar minha postura e nem levantar barreiras entre aqueles que sei correr um risco maior de me machucar. Só ainda não sei pq o passado sempre volta a tona ou se repete com novos personagens.

Beijo enorme.

Rê.

enviada por Ramsés



27/09/2005 23:39



Soltando Farpas

Tem dias que não deveríamos sair da cama. Sabe quando você acorda com um gosto amargo na boca e o primeiro pensamento que lhe vem em mente é vou atazanar a vida de quem?

Hoje acordei assim, com um mal humor que não via há anos, tudo era motivo para me irritar. Os cachorros passando pela casa, a voz dos meus familiares, o frio, a chuva, a claridade, a net, as pessoas nas ruas. Enfim o que não faltaram foram motivos para me aborrecer.

A primeira vitima foi minha mãe que levou a sua cota de grosserias logo pela manha. Desferi meia dúzia de insultos só pq ela ignorou minha gripe galopante e me pediu para ir ao banco. Sim estou com gripe e isso também contribuiu e muito para esse meu péssimo humor.

A cada acontecimento meus olhos eram tomados por um tom avermelhado e a única coisa que me vinha em mente era voar no pescoço de quem estivesse pela frente e segurar ateeeeé roxear. Falando assim até pareço um psicopata, mas quem não teve seu dia de fúria?

Liguei para a gráfica para saber de meus banners, e a noticia do outro lado da linha fez meu sangue ferver. Por atraso de pagamento do cliente o prazo seria adiado e toca eu perder mais um dia tendo que ficar de molho sem poder sair de casa a espera do portador que trará a prova digital para a aprovação e impressão dos banners.

Minha irritação foi tanta que na maior cara de pau liguei para o cliente cobrando o pagamento da gráfica. Veja só se isso faz sentido, eu o elo mais fraco atazanando a cabeça do cliente com o atraso do pagamento da gráfica e nas entrelinhas chamando ele de caloteiro. Não sei pq mas adoro as entrelinhas, rs.

Nem meu sócio escapou do meu acesso de mal humor. Tudo bem que os problemas de conexão dele me deixaram psico, e a falta de vontade em resolver por preguiça de ligar para a telefônica pediram pelo que veio a seguir. Resolvi fazer discursos sobre produtividade, empenho, dedicação e rendimento. Bom pra falar a verdade desfiei metade do Aurélio para disfarçar a minha vontade insana de uma boa bateção de boca.

Se já não bastasse o numero de vitimas caídas pelo chão, resolvi sair pelas ruas a procura de uma nova vitima. E não é que achei, rs.

Chequei ao ponto de bater boca com uma crente dentro da loja de roupas da minha mãe. Ela com aquele discurso decorado que ouviu da boca do interesseiro de seu pastor, ficava a berrar que a bíblia é a a salvação, que Jesus esta voltando e que ela e sua família são perfeitos pq são tementes a Deus.

O sangue foi subindo, subindo e quando dei por mim estava fazendo discurso contrario a tudo aquilo que ela pregava. A ovelha teve a cara de pau de dizer que jamais seria assaltada pq é temente a Deus.

Fala serio, eu com o maior prazer expliquei que tanto ela como o suposto ladrão são filhos de Deus e se ela reza pedindo para nunca ser assaltada, o ladrão também reza para nunca ser pego.

Não vou ficar aqui a narrar cada trecho do nosso bate boca, mas sabe que sai de lá um pouco aliviado, rs. Acho que na verdade o que eu procurava o dia todo era alguém para soltar todo o fel que vinha guardando.

Minha sede de sangue já se encerrou, e agora estou aqui sofrendo do mais puro tédio. Não quero ligar a tv, não quero falar com amigos na net, ao vivo e muito menos por telefone. Não quero ler, nem dormir e pra ser sincero nem sei se quero alguma coisa, rs.

Antes que me aborreça de novo é melhor parar por aqui pq só Deus sabe do que hoje sou capaz de fazer, hahahahaha.

Beijos de múmia.

Rê.

enviada por Ramsés



25/09/2005 23:48



29, Ter ou não Ter

Quando fiz 28 anos fiquei imaginando que esse poderia ser o fim da minha vida como jovem. Toh falando daquela comparação que muitas vezes ouvimos. Fulano é jovem, ou ele é muito jovem, um dia aprende.

Não sei se me fiz entender, mas essa expressão "ser jovem" sempre me deu a impressão de desculpa, uma muleta para justificar mancadas, escolhas erradas e falta de atitude. O fato de ser jovem sempre veio associado à falta de experiência e por isso o simples fato de ser jovem já cabe como uma aceitável desculpa.

Pensava que quando chegassem os 29 seria literalmente a despedida dessa fase e teria que agarrar a vida com unhas e dentes e assumir total responsabilidade por cada ato. Temi tanto a chegada dessa data que me preparei inconscientemente para ela. Não foram dias nem messes mais sim anos, e pra falar a verdade foram muitos esses anos.

Hoje olho para trás e vejo que sempre carreguei essa responsabilidade que por alguns momentos temi. Sendo o primeiro filho e tendo somente um irmão cinco anos mais novo, sem entender o significado dessa palavra já me via responsável por ele em cada momento que estávamos longe de nossos pais. Desde o play do prédio até nos passeios e viagens. Recebi esse titulo de “o responsável” no só dos meus pais, mas também de grande parte da família. Sendo eu um dos sobrinhos mais velho sempre era o responsável pelos menores.

Vamos crescendo e as responsabilidades chegando. È no colégio é com colegas, namoradas, e claro não poderia deixar de citar no trabalho. Esse em especial quantas responsabilidades nos trás.

É somente com o primeiro emprego que passamos a dar valor ao dinheiro. Antes tudo parecia tão fácil, era só chegar e pedir uma quantia a nossos pais que eles logo abriam as carteiras e nossos objetos de consumo logo eram adquiridos. Mas se por acaso nossos queridos pais se recusassem a abrir o bolso fazíamos o maior drama e os insultávamos em pensamento com todo tipo de besteira que pudéssemos imaginar.

Com o primeiro emprego chega também o fim dos pedidos de grada, das mesadas e de toda mordomia que tivemos por muitos anos. De repente nos vemos responsáveis por nossas compras e contas. E só deus sabe quantas eu um consumista nato fiz, rs.

Meus empregos foram variando, mas a carga de responsabilidade só foi crescendo de uma para o outro. Na agencia onde trabalhava é melhor nem tentar inumerar todas as obrigações que tinha que cumprir com colegas de trabalho, chefe, clientes, horários e comigo mesmo. Ufa, mas enfim sai de lá e por isso não a motivo para ficar aqui revivendo fatos e pessoas que hoje fazem parte só do passado.

Sai da agencia, montei a minha, sou dono do meu próprio negocio, mas muito se engana quem pensa que com isso a carga de responsabilidade diminuiu. Quando paro e olho para tudo que está em minhas costas, chego a pensar se serei capas de dar conta do recado. Logo afasto esse pensamento pq sei do meu potencial e começo a ver os trabalhos realizados em tão pouco tempo, pq são só 2 meses que estamos com nossa agencia no mercado.

A responsabilidade de ser dono, de ter um sócio e ter que dividir e discutir cada passo que pretendo dar, a busca e conquista de cada cliente, à elaboração de cada projeto que vai desde a reunião com o cliente e passa pelo processo de criação, de execução e vai até a gráfica e depois a entrega nas mãos do cliente que nos contratou.

Vendo tudo isso me pergunto o pq do medo de crescer, de fazer 29, de me aproximar cada dia mais do tão temidos 30 anos. Hoje vejo que não era a responsabilidade que temia, pois a carrego comigo desde que me entendo por gente. Não sendo ela o que será então?

Isso já não me interessa mais pq já estou com 29 anos e descobri que é bom de mais. Hoje mais do que nunca sou dono da minha vida, faço meu próprio destino, não tenho que escutar quem não quero e ouvir ordens de uma pessoa que não gosto.

Comemorei em grande estilo a chegada dos meus 29 anos. Foram 3 festas e cada uma delas especial a sua maneira. Na sexta-feira, dia oficial do meu aniversario fui com um sócio e mais um amigo tomar todas no bar de um de nossos clientes. Bebi tanta vodka que tava quase falando russo, rs.

No sábado fui com meu irmão, cunhada, prima e amigos até a festa playmobil, local esse já conhecido de vocês de tanto que falo nesse blog, rs. Pra variar a noite foi maravilhosa. Dancei muito, me diverti com aquele ritmo que só quem viveu os anos 80 sabe do que estou falando. Beijei, beijei e como beijei. Era exatamente disso que estava precisando, muitos amassos com uma garota que tirei da pista no meio de “whisky à go-go” e levei para a sala de vídeo game para lá ficarmos mais à vontade deitados no pufe só a descobrir as coisas boas da vida. Para quem estava com medo dos 29 e a proximidade dos 30, ficar com uma mina de 34 foi tudo de bom. E como foi bom, rs.

Hoje sai para a ultima das comemorações dos meus 29 anos. Fui para casa de uma amiga e lá ficamos a beber vinho e falar bobeiras com mais alguns amigos que juntos comemoravam não só o meu aniversário mais também o de 2 anos de casamento da Rachel e Ricardo.

Se fazer 30 anos for tão bom quanto fazer 29, que venham os 30 pq esse múmia milenar esta mais que preparado, rs.

Hoje em especial a minha noite de sábado e a Kátia, a garota da festa playmobil, em minha Radio toca:

Whisky à go-go - Roupa Nova

Foi numa festa, gelo e cuba-libre
E na vitrola whisky à go-go
À meia luz o som do Johnny River's
Aquele tempo que você sonhou
Senti na pele a tua energia
Quando peguei de leve a tua mão
A noite inteira passa num segundo
O tempo voa mais do que a canção
Quase no fim da festa
Num beijo, então, você se rendeu
Na minha fantasia
O mundo era você e eu
Eu perguntava Do You Wanna Dance
E te abraçava Do You Wanna Dance
Lembrar você
Um sonho a mais não faz mal

Beijos,


enviada por Ramsés



23/09/2005 20:44



Um novo ciclo.

Há dias que venho ensaiando minha volta a esse espaço. Muitas vezes pensei em como começar, o que falar e principalmente quando parar de falar, rs. Mas é chegado o momento de reassumir o que é meu por direito e voltar a registrar e dividir com queridos amigos momentos, detalhes e histórias que acontecem comigo e com aqueles que me rodeiam.

Que data melhor que a do meu aniversário para estar voltando ao mundo das letrinhas. Pois é justamente nesse dia que costumo fazer um balanço e analisar o que me aconteceu nos últimos meses.

Confesso que ainda não tive tempo pra isso. Se antes nos meus últimos posts já reclamava da falta de tempo, hoje então é melhor nem lembrar pq é bem capaz de lembrar de alguma outra coisa que deveria estar fazendo e deixar esse post assim inacabado, rs.

Acabo de olhar para o ultimo texto e vejo que parei na feira de turismo. Parece que foi ontem, mas no entanto quantas coisas já aconteceram. Pessoas chegaram enquanto outras partiram. Atitudes adiadas por meses finalmente foram executadas. Mudanças, mudanças e graças a Grande boas mudanças.

Poderia passar horas aqui enumerando tanta coisa que me aconteceu no tempo que estive ausente desse blog, mas sei que o texto ficaria enorme e isso não seria justo nem comigo que teria que passar algumas horas a escrever e nem com que fosse ler, que passaria outras tantas a ler, rs.

Posso adiantar que voltei a ser solteiro. Meu namoro com Flavinha chegou ao fim lá no mesmo lugar onde começou. Sentados em um banco no parque do Ibirapuera, colocamos um ponto final em uma relação que foi boa enquanto durou.

Seguindo por essa mesma linha resolvi dar fim a outras coisas que também já não eram tão boas assim. Coloquei um ponto final naquele que era o principal motivo de aborrecimento e crises de mau humor. Sai da agencia onde trabalhava e deixei lá enterrados todos os aborrecimentos que lá passei.

Resolvi dar assas ao meu sonho e coloquei em pratica a minha idéia de ter minha própria agencia de publicidade. Depois de tanto estudar as possibilidades, o mercado, as condições e tudo mais, criei coragem e encarei o projeto de frente. Arrumei um sócio e criamos a mais nova agencia de publicidade de São Paulo.

Nasceu à Tribal Design.

Outro dia dou mais detalhes sobre ela, pq o que não falta é detalhes.

Hoje quero agradecer o carinho que mais uma vez recebi das pessoas que me são caras. Foram tantos cartões, e-mails, scraps no orkut e isso sem falar dos telefonemas que fizeram de minha casa uma verdadeira central telefônica.

Não vou disfarçar o meu contentamento em me sentir amado, querido e talvez um pouco especial. Se sou o que sou é graças a vocês que fizeram, fazem e farão parte da minha vida.
Que já dividiram muitos momentos especiais que levo comigo em meu coração.

Vou ficando por aqui pq já estou atrasado para a primeira parte da comemoração do meu aniversario. Vou beber com amigos e juntos tomaremos todas que tivermos direito, rs. Só volto pra casa depois do galo cantar. Como aqui em São Paulo esse pobre animal de penas não existe, só Deus sabe quando volto, rs.

Me despeço com uma frase que retrata exatamente o que sinto.

Como diria Shakespeare, TUDO ESTÁ BEM QUANDO TERMINA BEM!!!

enviada por Ramsés



08/06/2005 23:10



Pinoquio???

Sábado passado fui até o Pavilhão de Turismo que aconteceu aqui em Sampa. Como tenho estudado a possibilidade de ter esse setor como futuro cliente, vi a oportunidade ideal para conhecer um pouco mais sobre esse meio que pra mim era quase que totalmente desconhecido, se limitando a anúncios de pacotes turísticos publicados em revistas e jornais e vez ou outra uma campanha na TV.

Como sempre acontece, os imprevistos foram surgindo pelo caminho. O Primeiro deles foi à tentativa inútil de convencer a Flavinha a me acompanhar nessa maratona de pesquisa.

Não teve jeito e então chamei meu irmão e sua namorada que trabalha na área de turismo para irem junto. Pensa comigo, a guria é formada em turismo, trabalha com isso há vários anos, deveria estar mais interessada do que eu em ir até essa feira. Eu disse devia, pq mais tarde fui descobrir que ela não estava assim tão afim, rs.

No primeiro momento aceitaram meu convite e marcamos de ir na sexta-feira direto do trabalho. Decidimos nos encontrar no meio do caminho para assim ganharmos tempo e aproveitar melhor os pavilhões de todos os estados.

Quando estava me dirigindo ao Expo Center Norte, Local esse onde acontecia a feira, meu celular toca trazendo a noticia de que eles tinham mudado de planos e pediram para adiar para o dia seguinte. Fala serio, já estava no meio do caminho e tive que voltar. Uma pq não queria ir sozinho e outra pq já imaginava que precisaria de uma mãozinha para carregar tudo aquilo que eu sonhava em pegar, rs.

Sábado logo pela manha após uma breve discussão os dois resolveram me presentear com mais uma surpresa. Nós não vamos!!!

PUTA QUE PARIU. Primeiro boicotam minha sexta-feira e depois resolvem jogar água nos meus planos para o sábado.

Quer saber, sou auto-suficiente, nunca dependi de ninguém na minha vida pra fazer o que me deu na telha. Não seria aquela a primeira vez que me deixaria derrotar. Acelerei meus compromissos e segui no inicio da tarde para o pavilhão onde estava acontecendo a feira.

Essa não foi a primeira feira que eu visitei, e já imagina por alto o que eu faria por lá. Já que meus planos era pegar o maior numero de folhetos, folders, pastas, catálogos e tudo relacionado a turismo fui mais do que preparado. Alem do desejo de pegar tudo que estivesse ao meu alcance, levei junto minha mochila completamente vazia, pq se tudo desse certo ela voltaria muito carregada.

Assim que chequei no pavilhão e vi a dimensão da feira tratei logo de arrumar uma estratégia pq se eu queria mesmo tudo aquilo que desejava, tinha que bola um plano a prova de falhas.

Todo o grande pavilhão estava dividido por regiões sendo o Sul logo na entrada. Na portaria todo visitante recebia uma sacola com alças compridas, tipo aquelas que penduramos nos ombros para que pudéssemos assim guardar todo material.

Ali mesmo de frente para o primeiro stand resolvi por meu plano em pratica e percorri os stands dos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul como um visitante normal, pq precisava de quantidade razoável de material para assim por em pratica a segunda etapa do plano.

Já com um volume considerável na sacola parti rumo ao sudeste e quando cheguei no primeiro estado, São Paulo meu discurso passou a ser outro. Deixei de ser um simples visitante a procura de um novo lugar para passar minhas tão merecidas férias e assumi a postura de um dono de agencia de turismo.

Me aproximei do primeiro balcão e soltei a seguinte frase: Boa tarde, vocês tem material diferenciado para agencias?

A resposta era exatamente a que eu imaginava. Temos sim, você tem um cartão comercial?
Eu com a maior cara de pau respondia que meus cartões já tinham se esgotado, afinal eu não tinha ido para feira tão bem preparado como eles com milhares de impressos.

Trocávamos alguns sorrisos, respondia umas perguntas bobas, fazia outras para dar veracidade a minha farsa e assim fui somando catálogos de hotéis e pousadas, tabelas tarifárias, relações de passeios de todas as espécies, listas e mais listas de cidades pitorescas, enfim estava conseguindo muito mais do que eu imaginava.

Quando terminei de rapelar os estados do Sudeste, rodei nos calcanhares e voltei para o Sul do país. Tinha que pegar o grosso do material pq o que tinha em mão desses estados era ficha comparado a qualidade do matéria que eu tinha conseguido no Sudeste.

A rotina ia se repetindo, stand por stand, estado por estado e quando dei por mim estava cercado por cearenses, em pleno stand do Ceara, falando dos detalhes da minha agência de turismo.

Vocês acreditam que eu me empolguei tanto com o personagem, que minha agência tinha nome, endereço, clientes da faixa etária dos 20 a 45 anos, que buscavam turismo ecológico, na sua grande maioria europeus que vinham ao Brasil em busca de aventura. Meu discurso foi ficando tão apurado que fiquei quase meia hora conversando com dois guias, um do Ceara e outro de Pernambuco, a respeito de turismo ecológico no estado de São Paulo. O pior que era eu que falava como isso acontecia, hahahahaha.

Não restava a menor duvida de que meu plano era um grande sucesso, alem de não ser desmascarado por nenhum deles, era só olhar para a quantidade de sacolas coloridas que estavam em minhas mãos para ter noção de tão convincente eu estava. Comecei a me achar um deles e tive a confirmação da perfeição da minha farsa, quando uma guia de Salvador saiu correndo atrás de mim pelo grande corredor, gritando que eu tinha esquecido de pegar o seu material promocional junto com seu cartão.

Se você ta achando que foi muito, pois ainda teve mais. Fui convidado por uma senhora a passar um fim de semana em seu hotel em Bonito para estudarmos um pacote feito especialmente pela minha agência para Italianos, meus maiores clientes, rs.
O cara aqui não é fraco não, rs.

É uma pena que esse texto já esta enorme, e não posso continuar a relatar todas as minhas peripécias no Salão do Turismo, Roteiros do Brasil. Só digo que voltei realizado, com uma quantidade de material 10x maior do que eu imaginava. Dei graças aos Deuses por ter ido sozinho, pq duvido que alguém teria paciência para rodar 5 horas comigo naqueles intermináveis corredores.

Depois dessa acho que vou é me candidatar a algum cargo publico, governante de uma pequena não quem sabe, afinal contar uma boa e inofensiva mentirinha eu me descobri capaz de contar, rs.

Odeio essa musica, mas retrata bem o que eu fiz naquele pavilhão, e copiando Ivete Sangalo, Eu Levantei Poeira, hahahahaha.

Beijos viajados.

Rê...

enviada por Ramsés



31/05/2005 21:48



Tsunami/SP

Eu sei que você sabe, que todo mundo sabe que após 15 horas de chuva no dia 25 de maio, nossa querida e amada cidade de São Paulo veio ao chão. Sim a maior metrópole do hemisfério sul, aquela que funciona 24 horas por dia sem tirar um misero cochilo, simplesmente empacou, não ia nem pra frente e nem pra trás. Bom isso não é novidade pq a imprensa cansou de mostrar o estrago feito pela chuva.

Sei que vocês podem estar pensando que vou chover no molhado e gastar o seu precioso tempo contando uma história velha, de gente molhada, ruas alagas e coisas do gênero, mas podem ficar sossegados e continuar a ler essas mal traçadas linhas pq o que vocês anda não sabem é o que eu aprontei nesse dia, rs.

Na verdade essa epopéia começou junto com o inicio da chuva, ainda na tarde do dia 24, precisamente as 17:00 horas, horário esse em que eu saia da agencia e me dirigia ao meu querido Lar, doce Lar.

Como acontece em todo dia de chuva, peguei meu guarda-chuva, que devido ao seu tamanho avantajado também ficou conhecido como "coqueiro ou tenda Árabe", e me dirigi até o ponto de ônibus que fica no quarteirão acima da agencia. Não consegui chegar nem na esquina, sem estar completamente ensopado. Acho que se alguém me espreme-se conseguiria encher um galão de 20 litros, igual a esses de água mineral, rs.

Na manhã do dia seguinte aquela rotina de sempre. Banho, café, um papo rápido com minha mãe, e enquanto terminava meu café, meu irmão saiu para ir trabalhar, enfim tudo acontecendo como deve ser. Voltei novamente para meu quarto para terminar de me arrumar e logo sai para pegar meu ônibus.

Quando estou chegando no ponto, encontro meu irmão já voltando e reclamando que não tinha ônibus, que os pontos estavam todos lotados e o povo a falar que tinha quase uma hora que estavam lá a esperar. Voltamos pra casa e decidimos ir de carro até o metrô que fica pertinho de casa e assim nos livraríamos teoricamente dos problemas. Fala serio, idéia brilhante a nossa neh, tão brilhante que todo Paulistano, Paulista, Estrangeiro e Paraíba resolveram copia-la e também saíram ás ruas com seus carros de todas as marcas, anos, cores e modelos.

Moro no numero 2.500 de uma grande avenida na zona norte de São Paulo. Para desce-la e chegar até o bairro de Santana, local esse onde fica o metrô, leva-se em media uns 15 minutos, só que nesse dia já tinham passado 20 minutos e não conseguimos andar nem 100 metros. É justamente nesses momentos que você começa a se imaginar um mapeiro e passa a criar caminhos alternativos que na grande maioria das vezes vão te deixar ainda mais ferrado do que você já está. Eu pra não fugir a regra mandei meu irmão virar aqui e depois ali e pronto consegui nos retardar por mais 1 hora, rs.

Pela janela a paisagem era a mesma. Náufragos por todos os lados e o pior que os pedestres sobreviventes se atreviam a andar mais rápido do que todos os carros que a essa altura já estavam todos desligados a espera do barbudinho que chegaria para nos salvar. No meio desse caos era bem provável que o barbudinho estivesse com sua lata velha quebrada, ou atolada em uma das muitas crateras que se abriram nas ruas de São Paulo. Contra o caos de São Paulo, nem Jesus salva, hahahahaha.

Já que a cavalaria tava demorando, resolvi novamente entrar em ação. Mandei meu irmão virar a direita e depois à esquerda e tcharam, continuamos ainda mais engarrafados, rs. Meu irmão bufava, eu bufava, o rádio bufava e as águas rolavam, ah como rolavam.

Foi então que meu irmão resolveu dar uma de guia e viramos a direita, depois à direita e novamente à direita, ai eu já fiquei tonto e não lembro mais onde ele entrou, só sei que deu certo e conseguimos chegar até o estacionamento do Shopping Center Norte, que fica ao lado do metrô Tiete e ai sim conseguimos seguir rumo aos nossos locais de trabalho.

Estava tudo muito lindo, mas tinha que ter um, MAS. A rua que liga o estacionamento do Shopping com a saída do metrô estava completamente alagada e as únicas coisas que ali passavam eram carros e pedestres descalços. É lógico que não andaríamos no meio daquelas águas podres repletas de lactobacilos vivos da pior qualidade.

Ficamos ali parados vendo os carros passarem até que do nada surge um caminhão de coleta de entulho da prefeitura. O motorista parou bem ao nosso lado e ofereceu carona na carroceria para aquela galera que tava ali presa sem poder atravessar. Meu irmão abriu um sorriso e disse vamos? E eu imediatamente disse não!!!

Teve-se inicio uma breve discussão onde cada um alegava os prós e contras de subir num caminhão de entulho. Mesmo eu o lembrando de que ele estava de terno e gravata e que ia se sujar todo subindo naquele quase caminhão de lixo, o doido me largou falando sozinho e se jogou para dentro do caminhão. Agora imagina a cena, eu esse nobre pharaó que vos fala, me pendurando em um caminhão de entulho para atravessar uma rua alagada. Se nem Dalli, o mestre do surrealismo foi capaz de imaginar tal proeza não seria eu, esse múmia quase imortal que a faria, rs.

Meu irmão foi embora junto com uma leva de Paraíbas, todos apinhados num caminhão de entulho da prefeitura e eu continuei ali, preso do outro lado da lagoa. Foi então que uma brilhante idéia me passou pela cabeça. Já que os carros estavam atravessando sem nenhum problema, era só eu me enfiar em um e atravessar também. Simples não?

Tratei de colocar um sorriso colgate na cara e fui para esquina parar uma alma caridosa disposta a me atravessar para o outro lado da lagoa. Calma eu fui para esquina pedir carona e não fazer programa, hahahahahaha.

Minha primeira vitima seria uma senhora loira que assim que me viu tratou de subir o vidro do carro. É mole depois de tudo que eu tinha passado ainda ser confundido com marginal, rs. A segunda tentativa foi uma japonesa que também me deixou falando sozinho. Tava difícil, mas como aprendi desde cedo a nunca desistir me joguei na frente de golf sem placa e convenci o tiozinho a me levar de carona até o outro lado do lago.

Conhecidentemente ele estava vindo para o Detran, que fica ao lado da agência. Ele estava vindo emplacar o carro e até me ofereceu carona até lá, mas como eu queria chegar ainda naquele dia no trabalho, agradeci a oferta e desci logo depois da rua alagada.

Demorou, mas enfim consegui entrar no metrô que pra minha surpresa estava vazio. Acho que todos deviam estar atolados a em alguma rua alagada espera do Barbudinho, por isso o metrô tava tão vazio, rs.

Após uma maratona de 4 horas consegui enfim chegar na agência e dar inicio a sofrida rotina de layouts e clientes, rs.

Na minha Rádio toca:

Kid Abelha – Maio

Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais

Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais

Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém

Beijo úmido desse quase atolado pharaoh.

Ramsés...

enviada por Ramsés



24/05/2005 23:11



Superação.

A pouco mais de um mês que o sistema de sala de emergência se instalou lá na agência. Nossos clientes que já se acostumaram a nos passar trabalho com o prazo de entrega super apertado, resolveram adotar uma nova tática. As coisas não são mais pra ontem, são para agora mesmo. Pedem o maior numero de layouts para daqui a 5 minutos e ao termino dos 5 minutos já estão a me amolar com cadê o meu layout???

Acredito que eles não sabem a diferença entre um diretor de arte e um dono de pastelaria. Como avaliar os conceitos de cada nova peça, como seguir em frente com um projeto que ás vezes não temos tempo nem de identificar qual será sua finalidade. Cada peça que produzimos envolve criação, pesquisa e uma porrada de outros conceitos que fazem a diferença quando a peça está impressa na mão do cliente ou do consumidor.

Essa loucura teve inicio com a Fiepag que aconteceu no mês de março. Nessa época produzimos um numero recorde de peças para o stand de nosso cliente, isso sem falar de todo material técnico como seus mostruários de produtos, que levou quase um mês para ficar pronto, devido suas intermináveis tabelas feitas em 3 idiomas, repletas de números e termos técnicos, que me deixavam tonto cada vez que apareciam no meu monitor.

Após a entrega da ultima peça para esse evento, pensei que teria um pouco mais de sossego, mais chega a Editora e nos pede uma cacetada de peças para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Toca eu ligar novamente o tacho de pasteis e preparar dois de carne, um de queijo, um de pizza com caldo de cana, tudo pra viagem, rs.

Seria tão fácil se fosse assim neh. Abre a gaveta e salta um banner com texto e imagem falando do ultimo lançamento de tal autor. Pega no armário o tablóide numero tal para promoção de abril da livraria Nobel. Vai lá na cozinha e pega a sacola com a calçada de Copacabana e manda agora mesmo para o Rio que eles vão usar na Bienal do Livro. Seria muito facil, mas como não tenho fada madrinha o jeito e esquecer a moleza e por a mão na massa.

A Editora dessa vez exagerou na dose, tanto no numero de peças que nos encomendou, como principalmente no prazo de entrega. Tivemos que produzir convides e e-mails mkt, para o lançamento de livros na Bienal do Rio, banners e painéis que serão usados não só lá, mas em outras livrarias, uma sacola com a calçada de Copacabana estilizada que me tomou 1 dia só para ser vetorizada e que será entregue a todos os clientes que comprarem um livro deles na Bienal. Tablóides para as livrarias Nobel, Siciliano e Saraiva, isso sem falar da criação de 7 capas de livros que foram lançados também na Bienal.

Desafio foi aceito e mais uma vez entregamos dentro do prazo combinado. Aquela sensação de dever cumprido fica impressa no rosto de cada um de nós aqui na agencia, e quando o cliente retorna elogiando o trabalho, ai sim você se sente completo e percebe o quando faz a diferença, pq mesmo trabalhando contra o relógio, você consegue criar peças únicas. Sempre ouvi dizer que um dia nossos talentos serão reconhecidos e devidamente recompensados. Pois então, os clientes já estão reconhecendo meus talentos, mas cadê a bendita da recompensa??? hahahahaha.

A maratona para a Bienal também chegou ao fim, mas o volume de trabalho ainda continua a pipocar em minha mesa.

Nunca fui supersticioso, mas vejam só que fato interessante, rs. Sexta-feira 13 desse mês, chego na agencia e pra variar a lista de coisas a serem feitas já estava em minha mesa. Quando vou até o Mac para liga-lo e dar inicio a minha jornada de trabalho, a bendita da maquina não ligava de jeito nenhum. Tentamos de tudo quanto foi jeito e o fulano se recusou a trabalhar.

Os outros computadores estavam todos ocupados e só me restavam o Mac quebrado que definitivamente tinha passado dessa pra uma melhor, e meu bom e velho amigo PC, que quase nunca é usado na criação das peças pq o Quark, programa de diagramação não roda bem em PCs. Como eu não tinha muitas opções decidi que por falta de tu, vai tu mesmo. Encarei o PC de frente e disse, que vença o mais forte, rs.

Sem o Quark, tive que me virar com o Photoshop que é um programa que domino bem. O único problema é que as peças iam ficando muito pesadas e a maquina logo ia pedir socorro. Resumindo, o Mac que tinha acabado de desencarnar e no Pc o Photoshop com a velocidade de uma lesma manca, fizaram com que eu procurasse uma nova solução. Foi ai que resolvi enfrentar aquela mistura de medo, preguiça e total desanimo e resolvi trabalhar com o InDesign, que é um programa novo e que vem apresentando ótimos resultados na linha de diagramação. Deixei de lado o detalhe de não saber nem onde liga e programa e mais uma vez grudei os olhos no monitor e repeti que vença o melhor.

A primeira hora foi jogo duro, pq não me entendia de jeito nenhum com aquele bando de janelas sempre a me perguntar a próxima etapa do projeto, mas ao final do dia, estava eu com 5 layouts para o novo tablóide da livraria Saraiva e mais dois painéis para empresa de adesivos. Todos feitos em prazo recorde pq o Mac que veio a falecer era também o nosso servidor e nele guardávamos todos arquivos. Tive que pedir novas capas de livros para Editora, novas imagens para Emp de adesivo, encarar um programa que eu não sabia como funcionava, clientes no telefone a pedir mais e mais e etc, rs.

Quando o dia chegou ao final, nem eu acreditava que tinha superado todos os problemas que surgiram pela manhã. Quando olhei para a qualidade do material que tinha acabado de criar, pensei que já tinha nascido sabendo usar aquele programa. Quando recebi os elogios dos colegas da agencia e mais tarde dos clientes pelo material que receberam tive a certeza que um dos grandes prazeres da vida é fazer aquilo que todos dizem ser impossível.

Na minha Radio toca:

Titãs - Vamos ao Trabalho

Vamos ao trabalhooo
Vamos ao trabalhooo
E só há uma maneira de faze-lo
Direito, bem feito
Senão é melhor não começar
Ok, não vamos nem começar
Vamos pra baladaaaaaa
Vamos pra baladaaaaaa ha
Mas se não for pra detonar
Botar a casa abaixooo
Então, é melhor nem me chamar
Tá bom, deixa pra lá

Beijo do múmia.

Rami.
enviada por Ramsés



15/05/2005 19:49



Contando o tempo.

O que é o tempo?
Um punhado de minutos que juntos formam horas, dias, semanas, anos, décadas, séculos... Ufa, quanto tempo.
E pra que serve tudo isso?
Você vê o tempo passar?
Só agora quantos segundos se passaram e você nem notou!!!

É claro que sem ele, sem contarmos as horas e dias não teríamos como organizar nossos afazeres, nossas vidas. Povos antigos já registravam o passar do tempo com engenhocas como o relógio solar, lunar e tantos outros. Há historia da humanidade, da evolução das espécies e do nosso planeta também é contada através do tempo.

Na grande parte do tempo nem percebemos ele passar. Estamos tão concentrados com nossas tarefas que ele vai passando e passando. No entra e sai das semanas relógios de todas as formas nos avisam da hora de ir e vir, de iniciar e terminar. Isso quando não é o nosso próprio organismo quem nos avisa da hora de acordar, de levantar, de nos alimentar, de nos deitar...

A necessidade de controlar o tempo é tão grande que hoje quase todo equipamento eletrônico vem com um relógio embutido. Foi-se o tempo onde relógios existiam somente nos pulsos, paredes e torres de edifícios e igrejas. Olhe a sua volta e veja quantos deles estão ai a te informar as horas. Televisores, vídeos-cassete, dvd’s, micro-ondas, geladeiras, celulares, e ai mesmo na tela do seu computador tem mais um. Só por curiosidade que horas são??? rs.

Mesmo o tempo sendo exato, tem momentos que parece que levam anos para passar. É só estarmos ansiosos há espera de alguma coisa que pronto, tudo emperra e os ponteiros não saem do lugar. Quando estamos atrasados então o processo é inverso e parece que os minutos passam a ter a mesma duração que segundos. Tudo parece se movimentar mais rápido, mas só você fica ali parado no tempo.

Tirando as situações rotineiras do dia-a-dia, usamos o tempo para contar nossa passagem por esse plano. Há cada 365 dias mais um ano é somado em nossas vidas. E se de repente pegamos apenas um desses anos e analisarmos detalhadamente, veremos quantas coisas aconteceram em nossas vidas. Muitas delas nem chegamos a notar pq o tempo esta sempre passando e a nos chamar para o próximo acontecimento.

Olhe pra trás e veja quanta gente passou por você. Quantos chegaram e quantos partiram, quantas conquista e quantas derrotas, quantos erros e acertos. É a sua historia que também pode ser contada através do tempo e por mais que tentamos controla-lo, é sempre ele quem leva a melhor.

Há poucos dias atrás descobri a passagem do tempo através dos rostos e expressões das pessoas da minha família. Na festa de um ano da filha da minha prima, bebe esse que há exatamente um ano atrás recebia aqui nesse Blog as boas vidas pela sua chegada ao seio de nossa família.

Os compromissos assumidos por alguns integrantes de nossa família, somando a falta de tempo que não permitiu que todos estivessem presentes na festa. Só que o rosto daqueles que lá compareceram foram o suficiente para que eu me desse conta de quanta coisa já se passou.

Somente no dia seguinte, quando descarregava as fotos tiradas em minha câmera digital para o computador que pude perceber que já não somos mais a nova geração. Assim como um dia substituímos a geração de nossos pais, hoje estamos dando lugar a novas crianças que chegam para levar adiante o sangue e a tradição que herdamos de pessoas fortes e destemidas que um dia deixaram sua terra natal em busca de uma vida melhor.

Foi olhando com calma para os rostos de meus primos que pude notar que aqueles rostos peraltas que estavam sempre prontos a arrumar alguma confusão no prédio da minha avó, hoje estão gravados somente em nossas memórias. O tempo passou e as marcas se fazem presente no rosto e corpo de cada um de nós. Estamos todos na faixa dos 20 aos 35 anos.

Todos trabalhando, namorando, alguns já casados com seus filhos. Vamos seguindo com suas vidas prestes a iniciarmos uma nova família que também se agregará ao núcleo central formado por dona Hilda e seu Assis.

Por mais que o tempo passe e leve com ele alguns membros de nossa família, ele não é forte o suficiente para apagar a nossa historia iniciada por meus avós que eram 2, que deram inicio a 2ª geração com seus 4 filhos, 2 genros, 2 noras, 11 netos, e 2 bisnetos. Pessoas que eu amo, que me amam e que sempre estarão presentes em minha vida.

Na minha radio toca:

Titans – Família

Família, família,
Papai, mamãe, titia,
Família, família,
Almoça junto todo dia,
Nunca perde essa mania.
Mas quando a filha quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe, não dão nenhum tostão.
Família ê
Família á
Família.

Família, família,
Vovô, vovó, sobrinha.
Família, família,
Janta junto todo dia,
Nunca perde essa mania.
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente
Assim não dá pra ver televisão
Família ê
Família á
Família.

Família, família,
Cachorro, gato, galinha.
Família, família,
Vive junto todo dia,
Nunca perde essa mania.
A mãe morre de medo de barata
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Botaram um cadeado no portão
Família ê
Família á
Família.


Beijos.

Rê...

enviada por Ramsés



24/04/2005 23:26



Surtações

Em um jogo de cartas marcadas levou á melhor aquele que todos já sabiam que venceria. Só para cumprir o protocolo a fumaça branca meio acinzentada saiu pela chaminé do vaticano, anunciando que dentro da capela cistina os 115 cardeais tinham enfim eleito o preferido dos preferidos. Passaram-se poucos minutos até que no balcão central da Basílica de São Pedro o Cardeal Jorge Arturo Medina Estévez, anuncia-se ao povo a eleição do novo Pontífice: HABEMUS PAPAM !!!

Com a eleição do mais conservador dos cardeais. Aquele que durante mais de 20 anos usou mão-de-ferro para defender a doutrina da Igreja, presidente da célebre Congregação para a Doutrina da Fé, conhecido como Santo Ofício da Inquisição, grande parte da população mundial teve uma resposta negativa para direitos e aceitação que buscam há anos.

Entre eles divorciados que buscam uma nova comunhão e as bênçãos da Santa Igreja, mulheres que sonham com o sacerdócio, homossexuais, a ciência que tende a continuar a ser chamada de anti cristo, sem esquecer é claro dos outros cristãos não católicos mas que segundo Zé Bento são deficientes.

Não vou utilizar esse espaço para repetir aquilo que vocês já estão cansados de ler e ouvir, afinal o novo Papa é o tapa buraco de todo tipo de mídia, rs. Hoje proponho um exercício de surtação e dar total liberdade aos pensamentos mais absurdos que possamos ter com a chegada desse novo Papa.

Como bom pagão já me sinto ameaçado. Vejo fogueiras sendo erguidas nas praças das principais igrejas de todas as cidades, é o apocalipse que se aproxima.

Voltaremos a viver na idade média, a sombra do tudo é pecado ira se instalar nas residências de toda a população. Com o surto do New Paganismo que corre pelo mundo, vai faltar arvore para tanto pecador. O sonho dos pecuaristas de ver a Amazônia transformada em pasto, finalmente vai ser realizado. É a lei do QUEIMA ELE SENHOR, hahahaha.

Em São Paulo o circo será montado no largo de São BENTO. Lá os grandes nomes do paganismo serão submetidos aquela famosa terapia de relaxamento corporal também conhecida com Tortura. Depois de termos todos os músculos de nosso corpo devidamente massageados, enfim serão amarrados e queimados e praça publica.

Acredito que no meu caso será um pouco diferente, afinal como explicar a queima do sobrinho neto do Papa Leão XIII. Sim o titio Vincenzo Gioacchino foi o Papa Leão XIII. É bem capaz deles me queimarem também sagrado, mas de menos destaque como o Pátio do colégio ou algo parecidos, rs.

Se eu tenho orgulho de ser sobrinho de um Papa? É claro que não, se ele fosse um Merlim tudo bem, mas que importância pode ter um Papa para um pagão, rs.

Não temo a fogueira, mas sim o material de que ela pode vir a ser feita. Imagina a cena, eu uma múmia ilustre que se arrasta pelo mundo a mais de 3000 anos, terminar seus dias em uma fogueira feita de caixotes de feira. Poh fala serio, ninguém merece, hahahaha.

Antes de virar cinzas, sei que tenho direito ao meu ultimo pedido. Seguindo a linha Chapeuzinho Vermelho eu tenho uma pergunta a ao grande Pontífice.
O Senhor Zé Bento pq tens mãos tão grandes????

Na minha radio toca:

Engenheiros Do Hawaii - O Papa é pop.

Todo mundo tá revendo o que nunca foi visto
Todo mundo tá comprando os mais vendidos
Qualquer nota, qualquer notícia
Páginas em branco, fotos coloridas
Qualquer nova, qualquer notícia
Qualquer coisa que se mova é um alvo
E ninguém tá salvo
Todo mundo tá relendo o que nunca foi lido
Tá na Caras, tá na capa da revista
Qualquer nota, uma nota preta
Páginas em branco fotos coloridas
Qualquer rota, rotatividade
Qualquer coisa que se mova é um alvo
E ninguém tá salvo
Um disparo, um estouro
O papa é pop, o papa é pop
O pop não poupa ninguém
O papa levou um tiro a queima roupa
O pop não poupa ninguém
O presidente é pop o papa é pop
Um indigente é pop o papa é pop
Nós somos pop também
o pop não poupa ninguém)


Beijos.

Ramsés...

enviada por Ramsés



14/04/2005 22:39



Reassumindo meus horários.

Levou um certo tempo, mas acredito que tenha encontrado um jeito de continuar tocando minha vida profissional sem negligenciar por completo a vida pessoal.

2005 chegou trazendo novos desafios. Novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional, novas amizades e também um novo relacionamento para um coração que andava desacreditando em relacionamentos sadios. Quem diria que eu iria me apaixonar por uma garota que não é da Arte, e ainda por cima é totalmente atéia, rs.

Alguns desses desafios surgiram do nada e me pegaram totalmente desprevenido. Quando dei por mim já estava envolvido até o pescoço, correndo atrás de papeis, de projetos, de clientes, documentos e tantas outras coisas. Porem outros eu já buscava fazia algum tempo e para minha alegria nesse ano resolveram tomar forma, pularam dos meus pensamentos e ganharam vida.

De repente tudo virou do avesso, vi a necessidade de estar presente em mais de um lugar ao mesmo tempo. Fui adotando uma escala de o que poderia ser digamos "adiado" e o que tinha que ser resolvido de imediato. Não foi fácil pq algumas vezes tive que abrir mão de momentos muito especiais, do conviveu com minha família, com parentes, namorada e amigos que acabaram por ceder lugar a reuniões e compromissos profissionais.

De certa forma esses compromissos não deixaram de ser prazeroso pq sempre adorei ter que tomar decisões. Tudo bem que graças ao meu lindo mapa astral totalmente libriano essas decisões muitas vezes me deixaram um pouco confuso, literalmente em cima do muro, rs.

Mesmo assim é muito bom saber que em certas horas só você pode fazer aquilo. Não estou me achando o ultimo biss da caixinha, pq sei que ninguém é insubstituível, mas tem coisas na vida que dependem sim única e exclusivamente de você. É a sua presença que se faz necessária, é a sua palavra que tem que ser empenhada é a sua atitude diante do fato que vai passar segurança para que algo possa ser fechado. E quando você consegue dar conta do recado o gosto da vitória e a sensação de dever cumprido é inexplicável.

Sem me dar conta fui deixando muita coisa para depois. Não que tivessem menos importância, mas por se tratar da minha família, namorada e amigos, pensei que poderiam me entender e até ficariam felizes de ver progredindo. É claro que eles estão felizes, alguns até mais do que eu, só que não posso continuar a agir assim e deixá-los sempre pra depois. Não posso fazer isso com eles e muito menos comigo.

Pensando nisso que desde a semana passada deixei o lado pessoal voltar a comandar minha vida e meus horários. Tenho estado mais tempo com meus familiares, indo ver quase que diariamente a Flavinha que com toda razão vinha se queixando do meu desaparecimento.

No sábado passado consegui fazer uma coisa que vinha tentando há meses, mas que desde me aniversário não era possível devido a total incompatibilidade de minha agenda com a deles. Aceitei o convite da Paty e fui me encontrar com toda a galera da batatinha.

Não sei como pude ficar tanto tempo longe desses encontros que só tem horário para começar, pq onde e quando vai acabar ninguém sabe. Da para acreditar que a Paty queria que fossemos todos para a praça que fica atrás do prédio da Caixa, em plena Av. Paulista para fazermos a maior farofada. Segundo ela ligaríamos para o Habib’s e faríamos o modesto pedido de muitas sfihas, kibes e coca-cola, rs.

É lógico que eu disse que me recusava a tomar parte disso. Imagina a cena, todos sentados em plena Av. Paulista em meio a kibes e sfihas. Veja se isso combina com esse Faraó que odeia chamar atenção. Fiz meu discurso básico dizendo que esse mico eu me recusava a pagar e acabei por convencer a todos que o melhor lugar para nosso lanche era mesmo dentro do Habib’s.

Sinto muito, mas os detalhes desse encontro pertencem única e exclusivamente aos membros da Galera da batatinha, rs.

Ainda não pude estar com todos, mas pelo menos já decidi que quem governa minha vida sou eu e não minha agenda.

Na minha Rádio toca:

Patu Fu – Sobre o Tempo.

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final

Ah-ah-ah ah-ah
Ah-ah-ah ah-ah

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei
Pra você correr macio
Como zune um novo sedã

Tempo, tempo, tempo mano velho
Tempo, tempo, tempo mano velho
Vai, vai, vai, vai, vai, vai

Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final... oh-oh... oh-oh ah...

Uh... uh... ah au
Uh... uh... ah au
Vai, vai, vai, vai, vai, vai


Beijos a todos.

Rê...

enviada por Ramsés



09/04/2005 23:09



Indignação

Já utilizei esse espaço para falar dos absurdos proferidos pelo Vaticano e seus representantes. Fiz criticas serias a declarações dadas pelo Papa e por outros Cardeais que com sua visão retrograda continuam a ver o mundo como era ha 2000 anos atrás.

Na visão do Vaticano, a mulher deve continuar voltada para seu tanque cheio de roupa suja, da pia cheia de louça para lavar, da administração da sua casa, de sua família e em total servidão ao seu marido a quem deve respeito e obediência, pois esse afinal é o chefe da casa. Seu deus é único, soberano e somente o Catolicismo é a única verdade universal.

Hoje não vim aqui para repetir esse discurso, que a cada dia que passa fica mais forte em minha cabeça. Hoje vou fazer o caminho contrario e registrar a minha revolta e indignação com irmãos da arte que vem fazendo o mesmo que aqueles que a quem tanto criticam.

Desde a morte de João Paulo II, que venho percebendo que não são só santos católicos que tem os pés de barro. Não são só católicos que são ignorantes e preconceituosos e saem julgando e destilando todo seu veneno em quem pensa, age ou acredita em algo que seja diferente.

Não sou católico e quem me conhece sabe tudo o que penso sobre essa religião, mas mesmo sendo pagão não posso deixar de reconhecer os feitos desse Pontífice e com isso nutrir um profundo carinho e admiração.

É claro que ele não era um santo, pois se tratava de um homem tão passível a erros como eu e você. Alem de Papa e representante máximo do catolicismo, ele era um excelente político e fez uso dessa força para controlar de certa forma a cabeça de milhões de pessoas em todo mundo. Mas nem por isso devemos deixar de lado tudo de positivo que ele fez não só por católicos, mas também por judeus, islâmicos, protestantes...

Esteve na presença de governantes de todo o mundo tentando aliviar o sofrimento dos mais necessitados. Lutou bravamente pela paz e tentou até o fim da sua vida um entendimento entre Árabes e Judeus. Viajou pelos 5 continentes e levou uma palavra de conforto e a esperança de algo melhor que a fome, a dor e sofrimento.

Essa semana, li muitas ofensas e absurdos proferidos por pessoas que sempre se colocaram no papel de vitima. Papel tão cômodo que acabou por deixa-los cegos e tão ou mais intolerantes do que aqueles que eles adoram criticar.

Não estou falando dos bruxos de shopping, dos wiccanos rosa-choque, e nem das bruxinhas saltitantes. Falo de magos donos de templos, de listas de discussões e comunidades, de autores de livros e infelizmente formadores de opinião. Pessoas que circulam no meio pagão e inflam o peito para dizer o seu nome e a tradição que seguem.

Todos temos o direito de discordar dos discursos do Vaticano, de seus atos retrógrados e totalmente conservadores, mas não devemos confundir e julgar João Paulo II e a Igreja Católica Apostólica Romana com o mesmo peso e medida. Devemos sim respeitar a memória desse homem que fez pela humanidade em seus 26 anos de Pontificado muito mais do que a Igreja em seus 2000 anos.

Existe uma formula mágica, presente em toda religião e cultura que diz que para ser respeitado é preciso se dar ao respeito.

Como que esses grandes nomes do paganismo podem se achar mais evoluídos do que os católicos se comentem exatamente os mesmos erros. E ainda tem gente que acha que eu deveria conhecer melhor, esses grandes “magos”.

Na minha rádio toca

Skank - Indignação

Eu fiquei indignado
Ele ficou indignado
A massa indignada
Duro de tão indignado
A nossa indignação
É uma mosca sem asas
Não ultrapassa as janelas
De nossas casas
Indignação indigna
Indigna inação
Indignação indigna
Indigna inação.


Ramsés...

enviada por Ramsés



30/03/2005 21:15



Colhendo Frutos.

Depois de varias semanas correndo com os manuais técnicos de toda a linha de adesivos. Depois de passar horas na frente do computador ajustando cada tabela, cada imagem, reajustando as capas e a pasta do fichário geral. Depois de ter entrado horas mais cedo para a finalização dos painéis e banners para o stand, enfim chegou à hora de irmos até a feira e ver o resultado final de tantas horas de trabalho.

Quando meu chefe aceitou o desafio de encarar essa difícil missão de entregarmos tantas peças em tão pouco tempo, fui o primeiro a levar as mãos na cabeça e dizer, isso mais dar merda!!! Não fui o único pq em seguida todos com exceção do meu chefe estavam com as mãos na cabeça e praguejando pela loucura que ele tinha feito. Como ele já tinha assumido a bucha, não tivemos outra alternativa e descascamos o abacaxi.

Foram dias lutando contra o relógio, ajustando tabelas com informações que não entendíamos e pior tendo que traduzir para o Inglês e Espanhol, pq esse material vai correr não só o Brasil, mas todo continente americano e também a Europa.

No dia 20, faltando apenas dois dias da abertura da feira, nosso contato na empresa liga e nos pede algo mais. Alem de todo material técnico e promocional que milagrosamente tinha sido feito e já estava impresso a caminho da feira, teríamos que fazer também toda a produção visual do seu Stand. Recebemos assim mais uma difícil missão de entregarmos três Painéis de 2 x 2m de altura e Banners pouco menores em menos de 4 horas.

Nessa semana não pude contar com a colaboração do César, que se afastou da agencia para tocar os nossos projetos, nossa agencia. Sendo assim a criação de todo esse material ficou sobre minha responsabilidade e só pude contar com a estagiaria que mesmo recém chegada na agencia, fez o que pode e se desdobrou em varias para poder me ajudar.

Parecia impossível, mas mostramos nosso talento e força de vontade e entregamos um material de respeito, tirando elogios não só de nossa contato, mas também do dono da empresa de auto-adesivos.

Na quarta-feira fui com o César até a Fiepag (Feira Internacional de Papel e Industria Gráfica), ver o resultado do meu trabalho e também aproveitar o evento para fazermos contatos para a nossa nova agencia.

Vimos muita coisa interessante, como as mais novas maquinas do mercado gráfico, facas de tudo quanto é tipo e tamanho, revistas especializadas nesse setor, embalagens sendo criadas e montadas, bem ali na nossa frente.

Tive o privilegio de ver meu trabalho sendo visto por todos que passavam por lá e pude receber os elogios de todos da empresa, que ficaram muito satisfeitos com o ótimo resultado do Stand, e de todas as peças.

Vou parando por aqui, deixando um pequeno resumo do meu trabalho. As peças promocionais e os manuais técnicos, vou ficar devendo a imagem.

Na minha radio toca:

Zeca Baleiro - Samba Do Approach

Venha provar meu brunch
saiba que eu tenho approach
na hora do lunch
eu ando de ferryboat
eu tenho savoir-faire
meu temperamento é light
minha casa é hi-tec
toda hora rola um insight
já fui fã do jethro tull
hoje me amarro no Slash
minha vida agora é cool
meu passado é que foi trash
fica ligada no link
que eu vou confessar my love
depois do décimo drink
só um bom e velho engov
eu tirei o meu green card
e fui pra Miami Beach
posso não ser pop star
mas já sou um noveau riche
eu tenho sex-appeal
...

Beijos.

Rê...

enviada por Ramsés



24/03/2005 23:33


Craz

Ontem foi um dia muito especial para minha família e acredito que também para todos árabes ortodoxos e seus descendentes.. Toda quarta-feira que antecede o domingo de páscoa, nos reunimos para fazer juntos um pão que só pode ser feito nessa data. Pão esse que tem o mesmo significado do pão servido por Jesus na ultima ceia. Simboliza a união, o amor, a paz e o desapego pq ele deve ser sempre repartido, para assim saciar a fome não só de nossos familiares, mas também dos amigos.

Essa tradição vem sendo passada de geração em geração e desde que me entendo por gente vejo todo esse ritual acontecer. Cada etapa sendo rigorosamente cumprida, da oração inicial até quando ele é finalmente assado.

Todo esse processo é muito trabalhoso e deve ser iniciado na noite do dia anterior. Os primeiros ingredientes a serem misturados são os que vão passar algumas horas fermentando para fazer a massa crescer.

Como minha família é bem grandinha, sempre é feito uma quantidade enorme desse pão. Para se ter uma idéia, nos tempos em que minha avó estava entre nós, fazíamos toneladas de pão. Só de farinha de trigo ela colocada de 20 a 30 kilos, isso sem contar os kilos de açúcar, de manteiga, leite e tudo mais que vai nessa fantástica receita.

Pode parecer exagero, mas para aqueles que já provaram essa iguaria sempre pensão que poderia ter sido feito um pouco mais. É impossível comer um só pq ele já te hipnotiza pelo cheiro e como permanece fofinho por muitos dias, a gente aproveita e acaba exagerando na dose, rs.

Depois que o fermento está pronto e fica com um formato de esponja, começa a segunda e mais trabalhosa etapa. Todos se juntam ao redor do enorme tacho e vamos juntos misturando e amassando todos esses ingredientes até que fique uma massa bem homogênea. São horas que passamos nos revezado em cima desse tacho. Cada vez que um começa a perder força nos braços, outro é imediatamente acionado e toma seu lugar na grande roda, sempre amassando e amassando até que suma a ultima pelotinha de farinha e a massa fique bem lisinha.

Enquanto a massa descansa e o fermento começa a fazer efeito, nós ganhamos um pouco de tempo e aproveitamos para tomar um café da manhã bem reforçado para assim recompormos as energias.

3ª etapa: A massa é aberta em formato de discos no tamanho de pratos. Cada um deve ser decorado com carimbos especiais feitos de madeira com pequenos preguinhos bem fininhos que formam lindos desenhos como estrelas, flores, losangos e muitos outros. As bordas são levemente beliscadas para formar o que chamamos de bicos ou bordado.

Após o termino dessa etapa, deixamos os pães crescerem por mais alguns minutos e em seguida seguimos em carreata para uma padaria para assa-los em forno profissional. Do processo de fermentação iniciado no dia anterior, até que o ultimo pão saia do forno, passam em media umas 14 horas.

É claro que o resultado recompensa o esforço pq como eu disse logo acima, quem teve o privilegio de provar desse pão, não o esquece jamais.

Beijos e Feliz Páscoa a todos.

Rê...

enviada por Ramsés






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